A AFETIVIDADE E O PROCESSO DE APRENDIZAGEM

Ao ser separado da mãe o aluno passa a ter o professor como seu cuidador e transfere toda essa afetividades para o mesmo, responsabilidade que o torna relevante no  processo de aprendizagem.

A emoção é o primeiro e mais forte vínculo entre os indivíduos. É fundamental observar o gesto, a mímica, o olhar, a expressão facial, pois são constitutivos da atividade emocional. Aqui na creche nós estamos atentos sempre à estas questões e sempre nos reunímos para estudar e trocar ideias.

As emoções têm um papel fundamental, de primeira grandeza na formação da vida psíquica, funcionando como uma amálgama entre o social e o orgânico. As relações da criança com o mundo exterior são, desde o início, relações de sociabilidade, visto que ao nascer não as tem, mas vão desenvolvendo ao longo do tempo e na creche é o primeiro lugar que a criança desenvolve depois do seu próprio lar.

Meios de ação sobre as coisas circundantes, razão porque a satisfação das suas necessidades e desejos tem de ser realizada por intermédio das pessoas adultas que a rodeiam. Por isso, os primeiros sistemas de reação que se organizam sob a influência do ambiente, as emoções, tendem a realizar, por meio de manifestações consoantes e contagiosas, uma fusão de sensibilidade entre o indivíduo e seu entourage.

Existe uma distinção entre emoção e afetividade, as emoções são manifestações de estados subjetivos, mas com os componentes orgânicos. Contrações musculares ou viscerais, por exemplo, são sentidas e comunicadas por meio de choro, significando fome ou algum desconforto na posição em que se encontra o bebê.

Ao defender o caráter biológico das emoções, destaca que estas se originam na função tônica. Toda alteração emocional provoca flutuações de tônus muscular, tanto de vísceras como da musculatura superficial e, dependendo da natureza da emoção, provoca algum tipo de modificação muscular (WALLON, 1968).

Portanto, ter uma relação de afeto como o aluno caba por motivar e incentivar o mesmo a atender as necessidades de aprendizagem a partir da necessidade de afeto que é suprida. E ainda faz com que o aluno se torne mais resiliente.

Partindo da ótica de Ferreiro (1992, p. 32):

 As crianças são facilmente alfabetizáveis, desde que descubram através de outros informantes e participação em atos sociais onde a escrita sirva para fins específicos. A construção desse conhecimento não é um processo linear, mas um processo com períodos preciosos de organização e reorganização, para cada um dos quais existem situações conflitivas que podem antecipar-se.

 

A afetividade acaba por criar laços que favorece a aprendizagem e o processo de ensino que fica mais prazeroso. O apego que a criança tem a mãe normalmente e gradativamente é transmitida para o professor que atendendo as suas necessidades acaba favorecendo a aprendizagem de forma significativa.

 

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